top of page

O que é o inconsciente para Jung? Inconsciente pessoal e inconsciente coletivo

  • Foto do escritor: Raísa Barcellos
    Raísa Barcellos
  • 12 de mar.
  • 2 min de leitura

A Psicologia Analítica foi desenvolvida pelo psiquiatra Suiço C. G. Jung e também é conhecida como Psicologia Profunda ou Análise (junguiana) e uma das grandes diferenças da psicoterapia orientada pela teoria de Jung e as outras psicoterapias contemporâneas é seu entendimento de inconsciente. Te convido para conversarmos um pouco sobre o que é inconsciente para Jung.


Podemos entender que no inconsciente estão todos aqueles conteúdos sobre os quais nós não temos consciência. Em outras palavras, isso quer dizer, que não sabemos de forma consciente que esses conteúdos estão lá, que eles existem e mais, que eles têm influência na nossa vida, nas nossas escolhas e comportamentos. Podemos falar por exemplo de conteúdos reprimidos, acontecimentos que não lembramos, conhecimentos que não estamos usando naquele momento. Todo esse conteúdo parece que fica lá quase como escondido, como se nem estivesse lá, até que acontece alguma coisa para nos mostrar que ele estava lá o tempo todo, só esperando uma chance de aparecer, voltaremos já nesse ponto.


E além disso, Jung fala de duas esferas de inconsciente: Inconsciente pessoal e Inconsciente coletivo. 


Quando falamos de inconsciente coletivo, estamos falando de conteúdos que não têm origem na nossa história pessoal, pelo contrário, são conteúdos parte da história da humanidade, que aparecem sob a forma de arquétipos - sim, os famosos arquétipos, podemos falar sobre eles com mais detalhes em um outro texto.


Neste momento, vamos focar um pouquinho no inconsciente pessoal. Quando falamos de inconsciente pessoal, falamos de conteúdos que podemos mais ou menos identificar, ou seja, estamos falando de conteúdos que tem origem na nossa história pessoal, tem origem no nosso passado. Precisamos mencionar aqui então os complexos e a sombra, cada um desses conceitos também merece a nossa atenção em um texto separado, então falaremos deles com mais detalhes depois.


Outra coisa que é importante destacar, é que para Jung o inconsciente nunca está inativo, por isso está sempre esperando a oportunidade de “aparecer”. Até mesmo quando estamos dormindo o inconsciente está “funcionando”, ou seja, sonhamos! Além dos sonhos o inconsciente também se manifesta de outras formas, como sintomas, nossas ações, opiniões, afetos e fantasias.


Nós precisamos tomar consciência desses conteúdos que estão inconscientes, com o objetivo de sermos cada vez mais conscientes. Por isso é importante questionar, por exemplo, nossas opiniões formadas e pouco flexíveis. Fazer-nos perguntas como “O que me faz pensar dessa forma?” ou  “O que me faz sentir desta forma?”. 

Se temos nessa vida o objetivo de progredir, de trilhar, ou ao menos tentar, trilhar um caminho de autoconhecimento e individuação, precisamos entrar em contato com esses conteúdos do inconsciente. Mas Jung deixa o aviso, é muito provável que os conteúdos do inconsciente que surjam sejam desagradáveis. E justamente por isso que eles estavam lá escondidos, mas é necessário dialogar com eles. 


“Quem progredir no caminho da realização do si-mesmo inconsciente trará inevitavelmente à consciência conteúdos do inconsciente pessoal, ampliando o âmbito de sua personalidade.” (Obras completas - 7/2 - §218)

Artista Wendell Well
Artista Wendell Well

Se você quiser ler mais sobre esses temas diretamente das obras de Jung, deixo aqui algumas sugestões de leitura: 


Obras  completas - 7/1 - Psicologia do Inconsciente (§192)

Obras  completas - 7/2 - O eu e o inconsciente (§203 / §218)

Obras completas - 9/1 - Os arquétipos e o Inconsciente coletivo (Capítulo 1)

 
 
 

Comentários


Raisa Barcellos - Analista Junguiana

 

© 2026 by Raísa Barcellos. Powered and secured by Wix 

 

bottom of page